poemas e textos editados e inéditos de João Luís Dias

22
Fev 12

 

 

 

 

publicado por jluisdias às 19:32

20
Fev 12

 

DIA 23 DESTE MÊS DE FEVEREIRO (QUINTA FEIRA) FAZ 25 ANOS QUE MORREU O GRANDE TROVADOR - ZECA AFONSO. 

É PRECISO "LEVANTÁ-LO DO CHÃO"!...

RARAMENTE O FAÇO EM PÚBLICO, MAS NESSE DIA IREI CANTÁ-LO COMO SOUBER E PODER.

CONVIDO TODOS OS AMANTES DA LIBERDADE E DO ZECA AFONSO A ESTAREM PRESENTES, PARA CANTAREM COMIGO NO "CAIS NOVO", em Terras de Bouro - pelas 21,30 horas.

 

 

publicado por jluisdias às 22:00

18
Fev 12

 

ACONSELHO "CANTOS DA PAIXÃO E DA REVOLTA", ÚLTIMO CD DE PEDRO BARROSO, JÁ À VENDA EM TODO O PAÍS (a saber pelas lojas FNAC).
JÁ O OUVI INTEGRALMENTE. GOSTEI MUITO. 
CLARO, GOSTO EM ESPECIAL DA FAIXA Nº 1 "IN NOMINAE" (não tivesse letra aqui do poeta da montanha!).

Depois de uma gripe chatíssima, foi bom ouvir-me na voz dum talentoso trovador. Assim apetece voltar aos versos!...


 

 

publicado por jluisdias às 22:50

16
Fev 12

 

 

publicado por jluisdias às 23:00

 

O grande trovador Pedro Barroso ao lado de quem ele um dia chamou de "poeta da montanha".
Para a posteridade.

 

 

 

 

publicado por jluisdias às 00:00

15
Fev 12

 

 

 

publicado por jluisdias às 18:32

 

ACABOU DE SER LANÇADO O ÚLTIMO CD DO CANTOR 

PEDRO BARROSO

Um dos temas do CD "in nominae" é fruto de uma parceria poética entre mim e ele.
VAMOS COMPRAR E OUVIR MAIS ESTE CONJUNTO FANTÁSTICO DE CANÇÕES!!!

 

 

 

 

publicado por jluisdias às 00:19

14
Fev 12

 

 

 

 Foto de fundo

colhida em Google (imagens)

 

publicado por jluisdias às 00:42

13
Fev 12

 

 

 

Foto de fundo

colhida em Google (imagens)

 

publicado por jluisdias às 17:05

12
Fev 12

 

 

 

Foto de fundo

colhida em Google (imagens)

 

publicado por jluisdias às 21:17

 

 

 

Foto de fundo

colhida em Google (imagens)


publicado por jluisdias às 01:52

11
Fev 12

  

 

 

Foto de fundo

colhida em Google (imagens)

 


publicado por jluisdias às 22:04

10
Fev 12

 

 

 

 

 

 

publicado por jluisdias às 23:45

 

 

 

Foto de fundo

Rio Homem, de Manuel Araújo (Braga)

 

publicado por jluisdias às 17:26

09
Fev 12

 

 

 

 

 

Foto de fundo

colhida em Google (imagens)

 


publicado por jluisdias às 21:31

08
Fev 12

 

A noite desventrada ao luar está calada. 
O rio passa, ao fundo, devagar, calado. 
As árvores, de folhas frias, estão quietas, caladas; 
o vento sopra do outro lado da montanha

ao arrepio do frio de Leste.
Eu estou quieto, calado, 
ao morno do braseiro brando

no entontecer do sono. 
O silêncio tomou conta da noite e de mim, 
com muita noite ainda para silenciar…
As crianças despertam cedo, 
mas demoram ainda no sono. 
E o silêncio embala-as

no sonho aconchegado e morno

sem pressa da manhã.


 


  
publicado por jluisdias às 00:53

07
Fev 12

 

Naquele pic-nic de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico,
um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!

Cesário Verde


 

 


publicado por jluisdias às 22:56

06
Fev 12

 

(crónica sempre actual)

Através da televisão – qual tenda de vendeiros – é fácil promover o que quer que seja. Para tal, basta encomendar um spot a uma empresa publicitária que se não preocupe em produzir uma mensagem inteiramente verdadeira e fazê-la passar vezes sem conta no início ou no intervalo de um programa cuja audiência seja, comprovadamente, elevada. Garantidamente, esse produto, ou serviço, começará de imediato a ser consumido às carradas pelos papalvos telespectadores. Sim, porque ser seduzido assim tão facilmente demonstra o quanto de ingénuo ou patético reside em nós – os tais papalvos.
Alguma da publicidade que se produz e se atira descaradamente aos olhos dos potenciais consumidores atingiu a tal falta de rigor e aldrabice que chega a ser chocante admitir que ninguém consiga impedir essas autênticas agressões às inteligências humanas. 
Mas alguém acreditará que um qualquer "sabão macaco" possa tirar uma nódoa de alcatrão em apenas alguns segundos do "cu das calças" de uma criança?! Será que alguma senhora acreditará que um creme massajado pelas pálpebras a tornará em pouco dias a mais bela e graciosa das mulheres, ao ponto de parecer a Geri Halliwell das Spice Girls (no seu melhor momento), dispensando, definitivamente, as rodelas de pepino que outrora poisava sobre os olhos para combater as olheiras e pés-de-galinha?! E o cavalheiro, acreditará num corpo másculo e atraente só porque levanta um haltere e come um iogurte, enquanto faz a mija matinal?! Bem, se acreditam, até poderão vir a ser felizes, mas papalvos também, concerteza!
Se os telefones já não precisam de ser publicitados, pois cada pessoa já possui uns dois ou três, ou até mais, agora promove-se o seu uso. Envie uma mensagem para o 1234 e receba um toque polifónico, uma anedota, um poema, uma declaração de amor, um conselho jurídico, um acórdão dum tribunal, a foto das mamas da prima de alguém, o cardápio dum restaurante, o horário da visita ao inferno… E tudo aquilo que nem ao diabo lembra!
Tenho na minha frente poisado na secretária "A Criação do Mundo", de Miguel Torga, que iniciei a leitura. E não fosse o amigo Doutor Leitão me falar do conteúdo da obra e por gentileza me oferecer o livro, estaria eu logo ao fim da tarde a olhar as merdices estampadas numa qualquer revista cor-de-rosa que a publicidade impingiu. 

 

publicado por jluisdias às 23:19

03
Fev 12

 

Em MEU NOME e com o apoio da CALIDUM – CLUBE DE AUTORES MINHOTO/GALAICOS e do MUNICÍPIO DE TERRAS DE BOURO, será o oferecido o livro de minha autoria “CORAÇÃO DE ALGODÃO” aos primeiros 50 (cinquenta) amigos que por via postal, o solicitem a MUNICÍPIO DE TERRAS DE BOURO – DIVISÃO DA CULTURA (cuidado de Paulo Morgado) 4840-100 TERRAS DE BOURO.
Os interessados deverão indicar o nome e morada, para tornar possível a dedicatória e envio do livro pelo correio, através do Município.

Há dias especiais!...

João Luís Dias

 

publicado por jluisdias às 22:36

31
Jan 12

 

Um dia, Horácio Sousa, Presidente da Junta de Freguesia de Souto, concelho de Terras de Bouro, abordou-me para que eu o ajudasse a concretizar um “sonho” que alimentava há já algum tempo: conseguir um hino para a sua freguesia. Precisava, para isso, de um poema/letra.
Sugeri-lhe que desenvolvesse uma espécie de recolha de ideias, ou mesmo um concurso literário, publicitando nos órgãos de informação local a iniciativa, onde, para além de indicar, como estímulo, os prémios monetários para os três prémios classificados (que ele tinha dito que a Junta de Freguesia disponibilizaria), deveria apresentar um regulamento para orientar e regular os concorrentes. Recolhidos os poemas/letras, um júri faria a avaliação. 
Aceitou a sugestão e pediu-me para que eu fosse um dos concorrentes. Prometi que participaria e adverti-o que pelo facto de eu o ter ajudado com a minha sugestão não poderia de forma alguma ter influência na apreciação dos premiados, pois não o admitiria, por princípio e porque, por vezes, gostava também do “sabor” da competição. Prometeu que isso jamais aconteceria. E eu acreditei, já que o conhecia muito bem e sabia da sua verticalidade e correcção em tudo o que faz.
O concurso foi lançado, publicitado e recolhidos os poemas/letras a concurso. Eu, e ainda hoje me custa aceitar a minha falha, não participei. O valor dos prémios (1º, 2º e 3º) eram muito convidativos, acreditem! 
Os trabalhos não foram, por decisão unânime da Junta, avaliados para atribuição de prémios, já que todos eles careciam de qualidade literária mínima para honrar um hino, informou-me O Presidente da Junta passado algum tempo e eu, lamentando a minha não participação, concordei com a decisão. Um hino que imortaliza uma terra deve merecer o melhor de todas as palavras e, atento aos conteúdos que ele me falou, não tinham essas valências. Senti no olhar do Presidente da Junta uma grande desilusão. Caramba, fiquei envergonhado pela falha que cometi ao não concorrer, não dando de mim o melhor para ajudar o mais legítimo dos sonhos de um fervoroso amante da sua terra e autarca brioso: deixar aos vindouros algo tão significativo como um hino!
Ao cumprimentá-lo na despedida e como que se um poema lhe visionasse nos olhos, disse-lhe: “Volte aqui amanhã e traga-me escrito numa folha de papel tudo o que gostaria de ver dito no poema para o seu hino”. Brilharam-se-lhe os olhos, apertou-me a mão outra vez e disse: “Claro que volto, e já sei que palavras irei trazer escritas”. E adiantou: “O valor dos três prémios do concurso serão entregues ao João Luís”. Sorri, e lembro-me de lhe ter dito: “Claro, não os perdoo!”
Com as palavras/tema por ele sugeridas e com o conhecimento que tenho da Freguesia de Souto, não me foi difícil escrever a letra/poema, que lhe entreguei passado dois dias. No momento da entrega do escrito, antecipei-me a ele o disse-lhe que não aceitaria qualquer prémio monetário, pois queria que a Junta de Freguesia com essa importância ajudasse da melhor forma as instituições sociais e de solidariedade da sua Freguesia. 
Havia letra/poema para o hino. Faltava agora a música para ele. Sem música não pode haver hino. Pois, ambos nos tínhamos esquecido desse pequeno/grande pormenor! Ele ainda me sugeriu que um também fizesse a música. Eu sugeri-lhe que ele pedisse essa composição a um qualquer regente de banda filarmónica da região, visto eu apenas tocar de ouvido, “como o galo”.
Passado uns dias, voltou a procurar-me para me informar que ainda não tinha conseguido música para o hino. Voltei a ver nele o desânimo. Prometi que haveria de arranjar forma de o ajudar, não lhe adiantando mais nada.
Nessa noite telefonei ao Pedro Barroso. Contei-lhe tudo o que se tinha passado desde o início da intenção do Presidente da Junta e de como o tinha encontrado desanimado naquele dia. Ele achou a ideia fantástica e, deveras, altruísta. Disse mesmo que achava interessante saber que um presidente de Junta “não se preocupa só em construir fontenários e abrir caminhos”. Aproveitando a surpresa positiva dele sobre a iniciativa, pedi que ele musicasse o poema, ao que ele me respondeu que eu era maluco, adiantando: “Não duvido que Souto seja uma terra muito bonita e que mereça um hino e que o Presidente da Junta está de parabéns com a iniciativa, mas eu não conheço a terra, e quanto a hinos só fiz um para o meu Belenenses”. Claro que aceitei e compreendi a sua recusa. Pedi-lhe até desculpa pela minha ousadia, mas disse-lhe que, mesmo assim, lhe iria enviar por e-mail a letra/ poema que tinha escrito.
Passados dois ou três dias, Pedro Barroso telefonou-se a saber se eu estaria em casa no próximo sábado de tarde. Respondi que sim e perguntei-lhe porque queria ele saber. Ele respondeu que viria a Terras de Bouro dar-me um abraço e compor a música para o hino na minha presença, até porque teria de acertar comigo questões de métrica e queria também que estivesse presente o Presidente da Junta. Eu não queria acreditar que ele tinha aceitado fazer a música para o hino e fazer uma tão longa viagem com esse propósito. Mas chegou, acertou metricamente comigo o poema, pegou na viola, procurou uns acordes, trauteou e em acto contínuo cantou todo o poema. O Hino estava completo. Pediu um gravador, um microfone e com a ajuda dum simples programa informático deixou em documento a sua voz e melodia. Um amigo meu, Luís Pinho, que apareceu para ver o Pedro Barroso, acabou por o acompanhar na gravação com solos de viola. E tudo isto num lapso de tempo que não excedeu a meia hora. Deu-me um abraço de despedida, cumprimentou o Horácio, o Bento e o Maia, todos da Junta de Freguesia de Souto, elogiando-lhes a iniciativa, e voltou para Riachos, deixando comovidos os autarcas. E eu fiquei atónito com a bondade de um homem maior!


 

publicado por jluisdias às 19:30

27
Jan 12

 

No meu penúltimo livro "UM POEMA, UMA FLOR" - edição Calidum - contei com as magníficas fotos de autoria de SUN LAM (Diretora do Instituto Confúcio, da Universidade do Minho e bisneta, por afinidade, do grande romancista Eça de Queirós. 
Faço-lhe justiça e agradeço com a foto que disponibilizo.

 


 


publicado por jluisdias às 22:42

26
Jan 12

 

Enquanto na árvore 
parceira de tanta sede 
as folhas se agitam distraídas
ao sopro dum vento de arrepio
à sombra dela 
levo-te aos olhos um raio de sol
e ao peito uma brisa quente
e saboreio todas as gotas da tua boca
antes da primeira da tua erupção.
E, embriagado nelas 
ardo no fogo que me vai consumindo…
E verto-te depois 
no teu mais profundo desejo.
E digo, então:
tão bom possuir-te assim
de alma e carne
intensa e despudoradamente
à última luz que a tarde nos quis guardar...


 

publicado por jluisdias às 21:52

24
Jan 12

 

Já foste pedaço da minha noite
poisada em mim até ao adormecer.
Já foste pela minha madrugada adentro
querendo-te ainda mais que ao sono.
Já foste a minha noite toda
precedida pela manhã.
Hoje és tudo em todo o meu dia
e a todos os instantes;
és composição maior do ar que respiro.
Mas serás, e quero eu sejas
todo o meu respirar
inspirando da tua boca o meu sobreviver.

 

 


publicado por jluisdias às 22:43

23
Jan 12

 

CALIDUM (Cantares das Janeiras/Reis 2012)

Letra

Foi-se mais um ano
Mais um ano vem
Esperança, precisa
Também

Caíram as folhas
Revolta-se o mar
Isento à tormenta
O cantar

Que se eleve a alma
Ferva o coração
Insista e resista
A razão

Não me calarei
Mesmo em desalinho
Se este me anima
O caminho

Que o vento frio
Soprado de fora
Não nos cale a voz
Mande embora

Que se erga o canto
Dure a tradição
Que esta é maior
Saberão…

Entre amigos´estamos
Dissemos “presente”
Cantando as janeiras
P´ra sempre…

João Luís Dias

(música à qual se adaptou o poema: "Música de Mar", de Pedro Barroso)

 

(Nota: o grupo que canta - em exibição no vídeo - ensaiou apenas uma vez)
Quero, daqui, pessoal e em nome da CALIDUM - Clube de de Autores Minhoto/Galaicos, deixar um abraço de agradecimento e elogio aos jovens talentosos Marcos, Rui Pedro, Miguel, Tiago, Adriano Pereira e Adriano Araújo, por terem comigo - e à última hora - aceite representar a "Calidum" num evento cultural, onde se quer preservada uma das tradições populares da nossa região e país. Mesmo sem que lhes tenha sido dado tempo para ensaiar convenientemente. 
publicado por jluisdias às 21:41

18
Jan 12

 

Quero, ainda e sempre
a flor mordida na boca
o sangue a ferver no fio do fogo
e a alma em revolução…
Para que o silêncio dos olhos
não seja o amanhecer do resto dos dias
e eu o carrasco, impávido
da última noite de luar
despida ao céu aberto
arrefecendo pela madrugada…

 

 

publicado por jluisdias às 23:26

17
Jan 12

 

(Crónica. Baseada em facto real)

Prestava o Serviço Militar. 
Depois de ter desistido do Curso de Formação de Sargentos (achei que não tinha vocação para a carreira militar), tinha voltado ao quartel onde tinha iniciado pela recruta. Era um regimento de Cavalaria.
Porque os “cavaleiros” são extremamente briosos, também eu cuidava rigorosamente e com espero do meu aspecto: botas sempre bem engraxadas, cabelo cortado a rigor, pelo menos no cachaço e por cima das orelhas (a boina escondia o resto), o nó da gravata cuidadosamente elaborado e a barba sempre bem cortada (a cara teria de parecer a de um santo de altar). Em relação a este último pormenor, eu estava mais confortado do que os meus camaradas, pois enquanto eles tinham de diariamente raspar a cara com a lâmina para eliminar um único pêlo que fosse de barba, a mim bastaria fazê-lo de três em três dias. Nunca fui muito abonado dessa espécie.
Um dia havia festa no Regimento; os novos recrutas iriam “jurar bandeira”e por isso o Comandante da Região Militar iria presidir à cerimónia. Nos dias que antecederam esse dia, os treinos e recomendações não se fizeram esperar; cheguei a dar vinte e quatro voltas em redor da parada para afinar a marcha e a estar duas horas à espera de vez para o barbeiro. Tudo estava a ser preparado para uma vez mais o Regimento sair prestigiado e com a “cagança” que se exigia a todos.
O dia da cerimónia tinha começado numa correria logo pela manhã. Na caserna todos os militares procuravam o espelho para se barbearem. Esta era uma rotina diária, mas hoje acrescida de maior responsabilidade. Eu, como tinha desfeito a barba no dia anterior, apenas tive o cuidado de dar um engraxadela nas botas e verificar o nó da gravata. Senti-me estar completamente aprumado.
Já na formatura esperávamos em “sentido” a tradicional revistas às tropas. O nosso Comandante, acompanhado pelo Comandante da Região Militar, ao passar em frente a mim parou e, com voz áspera, perguntou-me porque não tinha tido a decência de desfazer a barba naquele dia. Ao que eu prontamente lhe respondi: “Meu Comandante, não desfiz a barba porque não a tenho; na cara saí à minha mãe.”
O Comandante sorriu, deu-me uma leve bofetada e continuou a revista.

 

publicado por jluisdias às 21:31

16
Jan 12

 

Não o faço com regularidade, confesso, mas uma destas noites, antes de sair de casa depois do jantar, para tomar o habitual café num bar na vila, peguei em dois livros de minha autoria para os oferecer ao empregado do bar. Era minha intenção oferecer os dois livros; um para ele e outro para quem ele o quisesse direccionar. Então, ao fazer-lhe a oferta, disse-lhe isso mesmo: “este é para ti, e este mais é para uma pessoa que te seja muito especial. Acreditem que estava à espera que ele me falasse duma qualquer “paixoneta”, a quem um livro de poemas (muitos de amor) assentaria como cereja em cima do bolo. O Manel pediu-me então que eu fizesse uma dedicatória à “Cristina”. E eu perguntei: “namorada?”. “Não”, respondeu-me: “irmã”.
E eu fiquei honrado por saber da pessoa “muito especial” do Manel, que me partilhou.

 

 

 

publicado por jluisdias às 17:13

11
Jan 12

 

 E você, já fez ou sabe da sua "lista"?!...

 

 


publicado por jluisdias às 22:35

05
Jan 12

 

DEPOIS DAS PAISAGENS DE BETÃO, UM NINHO D´AÇO. E A MONTANHA TÃO PERTO!

 

Foto de minha autoria. E agora de todos...

 

 

 

 

publicado por jluisdias às 21:35

29
Dez 11

 

OS HOMENS E OS MINETES *

 

Escrevo está crónica em plena quadra natalícia, numa altura em que os homens, coitados, na sua pequenez de vista, acham que nós queremos receber jóias, um casaquito do Cavali, um fim-de-semana numa linda pousada, um microondas para enfiarmos a cabeça lá dentro, etc, etc . Nem estão enganados os pobres. Mas o que nós queríamos mesmo era homens que soubessem fazer um minete “comme il flaut”. Eu explico. Estas almas penadas vieram ao mundo com um gene que lhes meteu na cabeça que fazer um bom minete é um dado adquirido. Pois vai uma notícia: não é ! E o mais giro é que, perguntando aos desgraçados dos meus amigos, “Ex” e afins (o leque é grande e a probabilidade de acertar quase igual à da EuroSondagem), todos acham que fazem “o” minete. Extraordinário! Mas alguém se lembrou de às respectivas ? Não. E todos continuam convencidos de que são os maiores nesta lide particular.Burros! Ora, da mesma forma que nós grandes falsas – esperneamos, dizemos “aaahhh! sssimm hhuuuummm!! “ e nos mexemos “à canal 18” para fingir um orgasmo durante o acto, o mesmo nos estão a meter a cara entre as pernas. Assumindo uma posição tipo “dra Ruth” – é o que chama, no gozo a minha editora-, arrisco dizer que 80 por cento dos homens fazem minetes como os São Bernardo lambem as vitimas perdidas na neve, Lambem, lambem… sem saber porquê e onde. E nós fazemos o nosso papel, para os pobre coitados não ficarem cheios de complexos (de vez em quando, algumas ganham coragem e dizem “querido, não te importas de fazer assim ou assado?” , mas ainda é raro). Depois, há cerca de dez por cento que têm jeito prà coisa : um potencial elevado para um “minete colibri” – Bate as asinhas e “truca”, acerta no alvo sem grandes lambidelas ou aparato. E, finalmente, vêm os abençoados, que já foram como os anteriores mas entretanto leram livros das especialidade e fazem os “minetes de oiro”- coisa rara nos dias que correm .Mais uma vez os caracteres lixam-me a prosa não as ideias. Mas não é por isso que ficam os senhores leitores sem uma ideia para uma prenda jeitosa para o Natal, daquelas que , uma vez aprendida, é só dar.

 

Ana Anes

 

* colhido da internet

 

 

PERMITA A MINHA OPINIÃO, CARA AMIGA

 

Cara colega de ofício, Ana Anes.

Claro, no ofício das palavras, entenda-se.
Li com atenção o seu texto na revista e, acredite, não desgostei de tudo que nele diz. Esclarecerei esta ressalva mais adiante. 
Ah, terei de lhe precisar o texto em causa, pois acredito que tenha muitos outros textos em outras publicações, abrindo neles a inspiração e a alma, quiçá. Bem, falo agora de um texto onde, desta vez, a caríssima abre as pernas. Sim, minete… implica isso, se não erro. Sabe, a minha memória já vai estando um pouco como… Olhe, como a sua inteligência, ou arte de escrever, ou, mesmo, também, como o seu infra orifício frontal – gasta.
Bem, antes que esqueça, gostei no seu texto da colocação das duas primeiras virgulas e do último ponto final. Como vê, nem tudo é assim tão mau nele.
Diz no texto – o do minete – que gosta de arfar – fingido, obviamente – quando um homem lhe cai no charquinho. Claro, entende a imagem que uso para precisar o local da queda. Sabe, quando falo de quedas lembro sempre uma que dei e quebrei a clavícula, por isso fico até um pouco transtornado só de pensar; parece, mesmo, que me volta a dor. Não gosto, por isso, de falar ou ouvir falar de quedas em entulheiras, albufeiras ou nas suas margens. Se, como diz, finge o arfar e geme afinadinho e tudo isto muito certinho, sem que o acidentado tope a artimanha sua, ou génio na arte de enganar papalvos, olhe que não deve gabar-se do momento e da façanha, pois isso implica que após esse “teatro” tenha uma vez mais de dar uso ao espanador, que se vai rompendo. Se é que ainda gosta de umas cócegas com prazer a sério. E olhe que a partir do próximo ano esse produto pagará taxa máxima de IVA.
Bem, muito mais teria para lhe dizer sobre o seu texto, mas tenho mais que fazer. Olhe, vou agorinha mesmo dar uma martelada num dedo da mão para sentir – a sério – qualquer coisa!

Um abraço, de largo, para que me não pegue pulgas.

João Luís Dias

 


28
Dez 11

 

Um casal de pardais encontra-se pousado no mesmo raminho da árvore.
Diz a fêmea para o macho:
-Já que me olhas tanto, como que fascinado, poderias cantar para mim também. Sei que cantas maravilhosamente!
... O pardal, prontamente, responde:
- N-ã-o c-a-n-t-o!
- Não cantas, mas porquê?!
- Porque para cantar preciso fechar os olhos.
- Não faz mal, podes cantar de olhos fechados.
- Pois posso, mas de olhos fechados não poderei ver os teus olhos. E é nos teus olhos que guardo as partituras das minhas melhores melodias!

publicado por jluisdias às 13:59

27
Dez 11

 

PORQUE QUANDO UM DIA DEIXARMOS DE OLHAR TAMBÉM COMO CRIANÇA, SENTIR TAMBÉM COMO CRIANÇA E RIR TAMBÉM COMO CRIANÇA, ESTAREMOS, ENTÃO,TAMBÉM, CARCOMIDOS NO ESPÍRITO…
JLD

 

 

 

 

publicado por jluisdias às 13:22

23
Dez 11

 

Aos leitores, que quero amigos, e de todos os países que me visitaram neste espaço - e foram muitos - um abraço de agradecimento

 

João Luís Dias

 

Portugal

Brazil

France

United States

Spain

Switzerland

Germany

United Kingdom

Luxembourg

Japan

Belgium

Canada

Angola

Mozambique

Italy

Netherlands

European Union

Paraguay

Australia

Cape Verde

Macao

Mexico

Austria

Israel

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Senegal

South Africa

Philippines

Argentina

Bulgaria

China

Czech Republic

Algeria

Ecuador

Hungary

Ireland

Jersey

Kuwait

Norway

Sweden

Slovakia

El Salvador

Tunisia

Iceland

Puerto Rico

Russian Federation

Colombia

Turkey

Morocco

Denmark

publicado por jluisdias às 23:14

 

Na diferença

na indiferença

na fartura

na dificuldade

no sorriso

na tristeza

na presença

na distância

na esperança

na ausência

perto

ao longe

nas palavras

nas leituras

nos pensamentos

no olhar

no peito

dentro, no coração

em reunião

na solidão…

vivam estas festas

como se prelúdio de outras celebrações

e sejam felizes.

O amanhã é apenas dois dias depois de ontem

não esqueçam!...

 

João Luís Dias

 

publicado por jluisdias às 16:40

13
Dez 11

 

Caro Senhor, já fui criança - naturalmente - e nunca gostei ou acreditei nas suas intenções. Perdoe-me a franqueza, mas tinha de lhe dizer isto com toda esta frontalidade. Não sou pessoa de papas na língua. Também detesto a fatiota vermelha que usa (a lembrar o capuchinho vermelho); assenta-lhe mal, fica-lhe pior e dá-lhe um ar espalhafatoso do caneco. Já vi muitas crianças a chorar compulsivamente, quando as obrigam a posar para a fotografia a dar-lhe um beijo ou um abraço. Admiro-me como ainda não notou esse desconforto da ganapada ao fim de tantos anos de poses contrariadas. Bem, mas não são só questões estéticas os motivos deste meu desagrado. Nunca o apreciei, mas por motivos bem mais sérios. E saberei justificar este desencanto.
O Natal, que festeja o nascimento de um Ser perfeito, supremo, na humildade, na simplicidade, a ter um pai a simbolizá-lo, não deve ser um obeso cavalheiro desengonçado a carregar um saco cheio de bonecos, gaitas ou outras coisas plásticas do género. Quanto mais o saco transborda mais o desvia do espírito de Natal. E não me venha com a treta de querer oferecer prendinhas as todas as crianças. Perguntar-lhe-ia então por que será que sempre o vemos em supermercados artisticamente decorados com milhares de luzes coloridas, nas ruas das cidades atulhadas de comércio e a fervilhar de ostentação, em escolas com visita pré anunciada, lado a lado com o palhaço – que até cobra cachê pela visita – e não o vemos nos caminhos de lama, nas ruas sem nome, entre as crianças sem sorriso, de tantas e tantas terras do mundo? Por que será, meu amigo, que só o vemos a dar uma pequenina volta pelo mundo num trenó, quando o mundo é bem maior?! A propósito, já experimentou andar de trenó, puxado por renas gordas e de pêlo farto, nas terras áridas de África, ou pelo chão regado de urina de uma favela da América do Sul?! Pois, nunca se apercebeu que esse meio de transporte das terras geladas não poderia simbolizar a sua universalidade!
Gostaria, caro Senhor, e já este Natal, que em vez de andar por aí a prometer subir e descer chaminés, fazendo figura de tonto, entrasse pela porta maior dos "faustosos palácios" de alguns ditadores – que se governam em vez de governarem os seus povos – e lhes dizer bem na cara que as crianças do seu país, para além de continuarem a não ter Natal, vão morrer de fome nessa mesma noite e nas noites seguintes. Se o fizer, quem sabe, passarei a guardar-lhe alguma deferência.

 

publicado por jluisdias às 22:11

10
Dez 11

 

Alunos do 10º ano da Escola Padre Martins Capela, de Terras de Bouro, declamam poemas de João Luís Dias, aquando das comemorações do Dia do Autor Português, sob a orientação do seu professor de português, Manuel Adelino Viana, em 25/05/2011

 

publicado por jluisdias às 23:34

08
Dez 11

 

Pois, companheiro, és dos muitos bons; dos melhores que temos e tivemos por cá nestas coisas das coisas boas. Saber-te sabe bem ser português. E olha que já pouco nos vão sobrando que nos saiba!...

 

 

publicado por jluisdias às 21:19

05
Dez 11

 

Beijo

longo, quente, molhado.
Beijo
vertido na sede da boca
da fonte que ferve
aos lábios levada.
Beijo
de lava coada na língua;
vulcão aceso
explosão!
Beijo
sentido 
crescido no peito.
Beijo
doce, malvasia.
Beijo
razão.
Beijo
maior
enorme!
Beijo
também ansioso...


in "Coração de Algodão"


Edição CALIDUM (Portugal)
Edição LP BOOKS (Brasil)

 

publicado por jluisdias às 23:51

04
Dez 11
Acolhe-me trémulo
e sente no peito o pulsar do meu.
Abraça-me
... segura-me no teu corpo
e sabe do sangue que me ferve
no escorrer dos braços
sem margens
sem represas
como rio de rumo ao sul
esquivo ao norte
à tarde em chamas!
Olha-me humedecido
acalma nos teus olhos
a tempestade que se levantou nos meus
quando o céu rompeu as nuvens
à farpa aguda da saudade e do desejo!...
Apara-me o verter da boca
nos teus lábios de mel
talhados de açucenas
e ama-me;
ama-me demasiadamente…
e adormece-me depois
na cama do teu colo!


inédito


publicado por jluisdias às 01:08

30
Nov 11

 

Sei do sucesso, ontem, em Ponte de Lima, caro PEDRO BARROSO, Aliás, coisa fácil para ti! 
Por razões íntimas, que conheces, não me foi possível presenciar mais um concerto memorável teu. Sei que me chamaste por  lá, e saber disso já me emociona. 
Escrever em parceria contigo foi, acredita, uma das maiores realizações pessoais. Sabes disso, companheiro!
Toma um abraço, aqui do poeta da montanha, como me chamaste um dia...

João Luís

IN NOMINE

Dei comigo 
ao vidro baço e lento da janela 
no palpebrar 
cadente e moreno 
dos teus olhos 
a noite é apenas noite 
e o silêncio 
mudo 
e apenas se ouve o sussurro 
dos versos que te chamam… 
em nome de tudo 
e de todos 
os que ainda amam 
E o sorriso 
foi dormir antes de mim 
querendo-me a cama 
morna 
Se ausente te sei 
mesmo que só um pouco 
todo eu parto de mim 
para regressar-te 
nos meus braços 
louco 
até que acorde 
de tudo o que sonhei 
nos beijos esquivos 
que me chamam 
e me sinta poeta do sentir 
eu que nada sei 
em nome de tudo e todos 
os que ainda 
amam 

João Luís Dias /Pedro Barroso

 

 

 

 

publicado por jluisdias às 00:33

27
Nov 11

 

FADO  

 

Património imaterial da humanidade

 

Parabéns!

 

publicado por jluisdias às 23:23

21
Nov 11

 

Composição musical e voz de PEDRO BARROSO

 

Sedia la fremosa seu sirgo torcendo,
sa voz manselĩa fremoso dizendo
       cantigas d'amigo.
 
Sedia la fremosa seu sirgo lavrando,
sa voz manselinha fremoso cantando
       cantigas d'amigo.
 
- Par Deus de cruz, dona, sei eu que havedes
amor mui coitado, que tam bem dizedes
       cantigas d'amigo.
 
Par Deus de cruz, dona, sei [eu] que andades
d'amor mui coitada, que tam bem cantades
       cantigas d'amigo.
 
- Avuitor comestes, que adevinhades!

 

Ouça aqui...

 

http://www.cantigas.fcsh.unl.pt/versaomusical.asp?cdvm=99

 

 

publicado por jluisdias às 00:06

16
Nov 11

 

Que se poderá comprar no paraíso? 

Uma maçã mordida?!
Claro que nada se compra por lá.
E podem ir de bolsos vazios
que nada lá venderão, também!
E, desde já
boa viagem...

 

JLD

 

 


publicado por jluisdias às 22:22

09
Nov 11

 

Empresta-me o olhar
e pela pele do rosto
deixa verter uma gota
do sorriso claro e calmo.
E da boca...
bem, da boca
que se agita
tremente aos lábios
sente a naufragar o desejo
ao beijo esquivo
que se quer temperado
na água morna que encharca
e se reparte...

inédito

 

publicado por jluisdias às 22:51

08
Nov 11

 

 

VAMOS TODOS FESTEJAR O ANIVERSÁRIO DO ÚLTIMO TROVADOR NUM CONCERTO MEMORÁVEL 


publicado por jluisdias às 22:52

05
Nov 11

 

Porque, para além de uma melodia e voz fantástica, tem uma letra tocante. Traduzi para quem quiser apreciar.

Peço desculpa se alguma falha contém a tradução, mas fiz o que pode.

Eu te amo

Concordo, haviam outras formas de se acabar.
Alguns vidros quebrados poderiam ter-nos ajudado. 
Neste silêncio amargo, eu decidi perdoar
os erros que podem ser cometidos também por amor.
Concordo, a menina em mim muitas vezes reclamava
quase como uma mãe
guarda-me, protege-me.
Se te não tenho roubado o sangue nada teríamos compartilhado.
No final das palavras, sonhos, eu vou gritar
Eu te amo, eu te amo
como um louco, como um soldado
como uma estrela de cinema.
Eu te amo, eu te amo
como um lobo, como um rei
como o homem que eu não tenho.
Vê como eu te amo assim.
Concordo, eu não te confiei todos os meus sorrisos
todos os meus segredos
mesmo aqueles que só o meu único irmão era o guardião. Não reconheci.
Nesta casa de pedra
satanás observa-nos a dançar.
Eu queria tanto que a guerra dos corpos fizesse as pazes.
Eu te amo, eu te amo
como um louco, como um soldado
como uma estrela de cinema.
Eu te amo, eu te amo
como um lobo, como um rei
como o homem que eu não tenho.
Vê como eu te amo assim…

Lara Fabian

 

publicado por jluisdias às 02:17

04
Nov 11

 

"Je t`aime"

 

O poema não está no que diz o poema que cantam; está solto pelas vozes em coro e que se vai aprisionando, aos poucos, nos olhos da cantora, de alma pasmada e quase calada.

A poesia nem sempre estás nas palavras; esconde-se em lugares mais altos e na linha da frente, à frente do sol, da chuva, do vento, do vazio, também...

 

 

publicado por jluisdias às 21:24

03
Nov 11

 

(para o António Brazão)*

Gosto do som dos carros que passam
pelas ruas 
quietas pelo sono
da minha cidade.
O som do silêncio faz barulho demais, por vezes 
e desta vez também...
e o da chuva consegue irritar-me
por me parecer monocórdico e
muita vez 
uma seca.
E eu hoje quero ensurdecer
à minha janela...


inédito

*para que um dia se arrependa de ser meu amigo há mais de 30 anos, mas se lembre que a gratidão ainda anda por aí...

 

publicado por jluisdias às 23:47

02
Nov 11
 
No outono 
as folhas poisam, se o vento é brando
tapeteando os caminhos.
No outono
o sol é intruso, se espreita pela manhã
e teima quente à meia tarde.
No outono
o dia e a noite começam cedo
e a chuva cai, arrefecendo sem gelar.
No outono
vão-se os pardais
ficam os ninhos franqueados ao silêncio.
No outono
se de brio se quer estação
o ar arrefece, a terra arrefece
ao pó não se deve o cinzento dos dias.
No outono
quando o vento opulento chega
varre o chão, penteia a floresta…
e obriga o inverno a esperar
permitindo aos rios
descer ainda sem sobressaltos.


inédito

publicado por jluisdias às 23:20

30
Out 11


(à Teresinha)

Fechaste os olhos 
e adormeceste
ao acordar do dia.
E o sol acendeu
quando te soube
desperta no lugar
que quiseste
que mereceste
e anunciaste de véspera.
E o Céu marcou os tempos.
E tu e o sol cumpriste…

 

Até sempre minha irmã

Obrigado

João Luís


publicado por jluisdias às 01:35

26
Out 11

 

COMPOSIÇÃO, PIANO E VOZ DE PEDRO BARROSO

 

clic no link para ouvir

 

http://www.cantigas.fcsh.unl.pt/versaomusical.asp?cdcant=1221&cdvm=102

 

 

 DIGADES

 

- Digades, filha, mia filha velida,
por que tardastes na fontana fria?
       Os amores hei.
 
- Digades, filha, mia filha louçana,
por que tardastes na fria fontana?
       Os amores hei.
 
- Tardei, mia madre, na fontana fria,
cervos do monte a áugua volv[i]am.
       Os amores hei.
 
Tardei, mia madre, na fria fontana,
cervos do monte volv[i]am a áugua.
       Os amores hei.
 
- Mentir, mia filha, mentir por amigo,
nunca vi cervo que volvesse o rio.
       - Os amores hei.

 

autor do poema Pero Meogo


publicado por jluisdias às 23:08

24
Out 11

 

O PIOR É QUE O VELHO NÃO DEIXA DE TER RAZÃO!...

 

publicado por jluisdias às 21:27

18
Out 11

Entrevista de João Luís Dias ao Jornal Regional TERRAS DO HOMEM

 

http://www.terrasdohomem.com/index.php?info=YTozOntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czoxMDoiaWRfbm90aWNpYSI7czo0OiI5ODEyIjtzOjk6ImlkX3NlY2NhbyI7Tjt9

publicado por jluisdias às 19:39

16
Out 11
 

Se um dia o chão me for menos chão

e a terra, apenas pó
à mercê do sopro ao vento fraco…
Se um dia a claridade
me for apenas de sol encoberto
e se o meio dia se atrasar
por descuido ou cansaço
e os ponteiros do relógio
carcomidos, se quebrarem
no ócio das horas
no pasmar do tempo
já não se serei eu a cavar o chão
para semear e colher…
Já não serei eu por ali, sequer
porque não me quero
num chão sem mais nada
Mas, se lá estiver
não estou!...

 
inédito 
publicado por jluisdias às 23:47

 

BEM, JÁ CHEGOU A PORTUGAL A EDIÇÃO BRASIL.

EM BREVE HAVEREMOS TODOS DE SABER DELA.
UM PASSO CURTO PARA O AUTOR; UM PASSO MAIOR PARA A MINHA TERRA, ESPERO. EU ASSIM QUIS...
NA CAPA DO LIVRO ESTÁ LÁ, CLARAMENTE, VINCADO:

"A MINHA TERRA"

 

 

 

 

publicado por jluisdias às 23:20

14
Out 11
Um dos temas clássicos mais famosos de sempre.
Outra versão, apenas.
É bom; é sempre bom!...
publicado por jluisdias às 21:34

13
Out 11

 

Poema, composição musical, piano e voz de

 

PEDRO BARROSO

 

publicado por jluisdias às 01:12

11
Out 11

 

Gosto, por isso vem para aqui

 

 

publicado por jluisdias às 22:59

 

Os teus cabelos são ainda da cor do sol aceso

A tua pele é da mesma seda, de fabrico às mãos
Os teus olhos - grandes - da cor dum prado fértil
vêm, como viam
para além dos muros de cimento e pedra
que se querem, tanta vez
comportas de águas furtadas
Mas os teus óculos mudarem
e mesmo na alternância dos tempos que obrigam
soubeste escolher os que servem 
e ficam melhor aos teus olhos…
Sempre de bom gosto!

 

Inédito 

publicado por jluisdias às 01:59

09
Out 11

 

CORAÇÃO DE ALGODÃO - EDIÇÃO BRASIL
Em Portugal no próximo sábado

 

 

 

 

publicado por jluisdias às 00:57

 

Se gosto, partilho...

 

 

publicado por jluisdias às 00:26

 

 

 

 

 

publicado por jluisdias às 00:19

08
Out 11

 

Novas palavras, nova música.

Visite...

 

http://www.youtube.com/user/jotaldias?feature=mhee

 

 

publicado por jluisdias às 00:49

05
Out 11

 

Bem, agora a vez da "nossa menina" - BÁRBARA PASSOS - que eu (e digo-o com orgulho) sempre acreditei e ajudei, com os amigos da CALIDUM - Clube de Autores Minhoto/Galaicos, a ir ao encontro do seu sonho...

 

publicado por jluisdias às 23:21

04
Out 11

 

A sugestão de hoje no meu canal youtube

 

 

http://www.youtube.com/user/jotaldias?feature=mhee

 

 

 

 

publicado por jluisdias às 17:10

02
Out 11

 

A sugestão de hoje no meu canal youtube

 

 http://www.youtube.com/user/jotaldias?feature=mhee

 

 

 

publicado por jluisdias às 21:58

01
Out 11

 

Convite para uma visita ao meu canal youtube

 

Actualizarei com frequência. Fiquem atentos...

 

NOTA: 
pretendo neste espaço, para além de partilhar as minhas palavras, dar relevo, periodicamente, a uma personalidade da canção, preferencialmente em língua portuguesa, mas não excluindo outro idioma, ou a um tema relevante de outra qualquer expressão cultural, ou ainda um motivo muito especial.

http://www.youtube.com/user/jotaldias?feature=mhee

 

publicado por jluisdias às 19:13

28
Set 11

 

Quem sabe um dia aprendamos a olhar a beleza de dentro para fora. E, então, quem sabe, a beleza seja mais "bonita" ainda!...

 

 

 
 
publicado por jluisdias às 13:33

27
Set 11

 

Dei comigo 

ao vidro baço e lento da janela 
no palpebrar cadente e moreno 
dos teus olhos. 
A noite é apenas noite 
e o silêncio mudo 
e apenas se ouve o sussurro 
dos versos que te chamam… 
em nome de tudo 
e de todos os que ainda amam. 
E o sorriso foi dormir antes de mim 
querendo-me a cama morna. 
Se ausente te sei 
mesmo que só um pouco 
todo eu parto de mim 
para regressar-te nos meus braços 
louco
até que acorde de tudo o que sonhei 
nos beijos esquivos que me chamam 
e me sinta poeta do sentir… 
eu que nada sei 
em nome de tudo e todos 
os que ainda amam

João Luís Dias/Pedro Barroso

 

a integrar o repertório de Pedro Barroso

    - a sair brevemente em CD -

 

 

 

(Pedro Barroso e João Luís Dias)

 

publicado por jluisdias às 18:14

26
Set 11
Com os meus agradecimentos pela formatação

publicado por jluisdias às 22:07

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