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POEMAS E RECADOS

poemas e textos editados e inéditos de JOÃO LUÍS DIAS

POEMAS E RECADOS

poemas e textos editados e inéditos de JOÃO LUÍS DIAS

A propósito de minetes

 

OS HOMENS E OS MINETES *

 

Escrevo está crónica em plena quadra natalícia, numa altura em que os homens, coitados, na sua pequenez de vista, acham que nós queremos receber jóias, um casaquito do Cavali, um fim-de-semana numa linda pousada, um microondas para enfiarmos a cabeça lá dentro, etc, etc . Nem estão enganados os pobres. Mas o que nós queríamos mesmo era homens que soubessem fazer um minete “comme il flaut”. Eu explico. Estas almas penadas vieram ao mundo com um gene que lhes meteu na cabeça que fazer um bom minete é um dado adquirido. Pois vai uma notícia: não é ! E o mais giro é que, perguntando aos desgraçados dos meus amigos, “Ex” e afins (o leque é grande e a probabilidade de acertar quase igual à da EuroSondagem), todos acham que fazem “o” minete. Extraordinário! Mas alguém se lembrou de às respectivas ? Não. E todos continuam convencidos de que são os maiores nesta lide particular.Burros! Ora, da mesma forma que nós grandes falsas – esperneamos, dizemos “aaahhh! sssimm hhuuuummm!! “ e nos mexemos “à canal 18” para fingir um orgasmo durante o acto, o mesmo nos estão a meter a cara entre as pernas. Assumindo uma posição tipo “dra Ruth” – é o que chama, no gozo a minha editora-, arrisco dizer que 80 por cento dos homens fazem minetes como os São Bernardo lambem as vitimas perdidas na neve, Lambem, lambem… sem saber porquê e onde. E nós fazemos o nosso papel, para os pobre coitados não ficarem cheios de complexos (de vez em quando, algumas ganham coragem e dizem “querido, não te importas de fazer assim ou assado?” , mas ainda é raro). Depois, há cerca de dez por cento que têm jeito prà coisa : um potencial elevado para um “minete colibri” – Bate as asinhas e “truca”, acerta no alvo sem grandes lambidelas ou aparato. E, finalmente, vêm os abençoados, que já foram como os anteriores mas entretanto leram livros das especialidade e fazem os “minetes de oiro”- coisa rara nos dias que correm .Mais uma vez os caracteres lixam-me a prosa não as ideias. Mas não é por isso que ficam os senhores leitores sem uma ideia para uma prenda jeitosa para o Natal, daquelas que , uma vez aprendida, é só dar.

 

Ana Anes

 

* colhido da internet

 

 

PERMITA A MINHA OPINIÃO, CARA AMIGA

 

Cara colega de ofício, Ana Anes.

Claro, no ofício das palavras, entenda-se.
Li com atenção o seu texto na revista e, acredite, não desgostei de tudo que nele diz. Esclarecerei esta ressalva mais adiante. 
Ah, terei de lhe precisar o texto em causa, pois acredito que tenha muitos outros textos em outras publicações, abrindo neles a inspiração e a alma, quiçá. Bem, falo agora de um texto onde, desta vez, a caríssima abre as pernas. Sim, minete… implica isso, se não erro. Sabe, a minha memória já vai estando um pouco como… Olhe, como a sua inteligência, ou arte de escrever, ou, mesmo, também, como o seu infra orifício frontal – gasta.
Bem, antes que esqueça, gostei no seu texto da colocação das duas primeiras virgulas e do último ponto final. Como vê, nem tudo é assim tão mau nele.
Diz no texto – o do minete – que gosta de arfar – fingido, obviamente – quando um homem lhe cai no charquinho. Claro, entende a imagem que uso para precisar o local da queda. Sabe, quando falo de quedas lembro sempre uma que dei e quebrei a clavícula, por isso fico até um pouco transtornado só de pensar; parece, mesmo, que me volta a dor. Não gosto, por isso, de falar ou ouvir falar de quedas em entulheiras, albufeiras ou nas suas margens. Se, como diz, finge o arfar e geme afinadinho e tudo isto muito certinho, sem que o acidentado tope a artimanha sua, ou génio na arte de enganar papalvos, olhe que não deve gabar-se do momento e da façanha, pois isso implica que após esse “teatro” tenha uma vez mais de dar uso ao espanador, que se vai rompendo. Se é que ainda gosta de umas cócegas com prazer a sério. E olhe que a partir do próximo ano esse produto pagará taxa máxima de IVA.
Bem, muito mais teria para lhe dizer sobre o seu texto, mas tenho mais que fazer. Olhe, vou agorinha mesmo dar uma martelada num dedo da mão para sentir – a sério – qualquer coisa!

Um abraço, de largo, para que me não pegue pulgas.

João Luís Dias

 

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