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POEMAS E RECADOS

poemas e textos editados e inéditos de JOÃO LUÍS DIAS

POEMAS E RECADOS

poemas e textos editados e inéditos de JOÃO LUÍS DIAS

LADY DI

 

Um dia escrevi. Hoje trago aqui


Quem não desejou um dia olhar e perder-se de amores por uma bela mulher? Quem, numa noite serena, não sonhou acordar com um beijo da sua dama encantada, depois dum sono longo e calmo, e emprestar à manhã o perfume desse instante? Quem não inventou um jardim multicolor, onde colher, a toda a hora, a mais bonita das flores, para presentear aquela que o seu coração prendeu e os seus dias clareou? Quem não desejou, mesmo que por um só instante, embriagar-se numa lágrima morna, emocionada e doce da sua amada?
Quem já não se perdeu num sonho? Quem já não desenho um dia a própria história de encantar?!...
Acredito que muitos o já fizerem e procuraram para esse instante o sorriso franco e olhar doce e calmo de uma verdadeira princesa. 
Encontraram, então, Lady Diana.
Agora ela morreu.
Morreu, sem que se soubesse se a amaram, da mesma forma que a queriam, se a enalteceram ou a vendaram, se a compraram ou ultrajaram…
Sei que morreu, quando a morte saiu à rua e ambas se cruzaram. 
Mas Diana ficou ainda mais. Ficou para sempre com os que a admiraram e respeitaram, com os que a procuraram e souberam com ela contar. Ficou, porque não parte quem, sendo uma só folha, agitou a floresta. Ficou, porque ficam sempre aqueles que nos enaltecem com a nobreza da sua permanência.
Adeus Princesa. Ficas nos nossos dias, nos nossos sorrisos, nos nossos instantes de ternura, nos nossos sonhos que soubeste alimentar… Ficas e permaneces mais real ainda nas nossas histórias de encantar; nos palácios que todos os dias queremos edificar…
Mesmo assim ficamos ébrios de saudade. 
Bye bye.





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