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POEMAS E RECADOS

poemas e textos editados e inéditos de JOÃO LUÍS DIAS

POEMAS E RECADOS

poemas e textos editados e inéditos de JOÃO LUÍS DIAS

Nem ao diabo lembrava

 

Num comboio (trem) viajava uma senhora desesperada com dor de dentes. A seu lado ia um cavalheiro, que se mostrava sensibilizado com o sofrimento da senhora. A dor dela aumentava progressivamente, levando-a ao desespero.
Não conseguindo ficar sem agir perante tal sofrimento, o cavalheiro, demonstrando a sua preocupação, disse-lhe:
- Minha senhora, mesmo sabendo que lhe vou propor uma solução pouco ortodoxa para minimizar ou mesmo acabar com a sua dor de dentes, não posso deixar de o fazer: se eu lhe introduzir na sua boca a minha língua, massajando a gengiva que envolve o dente dorido, garanto-lhe que irá ficar sem dor.
A senhora, meio aflita, responde:
- Agradeço, mas não sei se poderei aceitar esse seu "remédio". Fiquei até atónica com a proposta!
O senhor respondeu que apenas era sua intenção ajudar.
Passados uns instantes, e ainda mais desesperada de dor, a senhora diz ao cavalheiro:
- Meta a língua, faça o que quiser, mas tire-me esta dor que me desespera!
O cavaleiro meteu a língua na boca dela, massajou por instantes.... e a dor desapareceu.
- Muito obrigado - respondeu a senhora – A sua língua fez milagres!!!
Sentado no banco, mesmo de frente para ambos, um senhor velhinho, já carcomido pela idade, interrogou o senhor que curou a dor da senhora:
- Amigo, esse procedimento, que tão bem executa, também fará bem às hemorróidas?!

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