EUTANÁSIA
E continuamos à lei do rebanho, no mofo costumeiro e dogmas.
E o nascer e o morrer, a saúde e o sofrimento, valem o que valem, se "valores mais altos se levantam", mesmo que atamancados.
"Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza:
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!..."
(Mário de Sá-Carneiro)
E se, enquanto vivos ainda, escolhermos nós os palhaços, os acrobatas o chicote e o burro?
Só somos gente - livres - quando nos deixam ir ou desistir...