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POEMAS E RECADOS

poemas e textos editados e inéditos de JOÃO LUÍS DIAS

POEMAS E RECADOS

poemas e textos editados e inéditos de JOÃO LUÍS DIAS

LUAS

 

- Sabes?, eu chamo-me Lua como tu e acho que sou um pouco parecida contigo e gosto do mesmo que tu gostas…
- E tens razão, ambas somos apreciadas por muitas pessoas e gostamos de conversar. Mas tu és mais bonita. Tens uns olhos lindos, uma voz doce e pareces ser uma menina muito inteligente. Tens ar disso!
- Ah, obrigado, mas tu, para além de seres também muito bonita, irradias uma luz que ilumina o céu, tornando visíveis todas as estrelas. Dá até para contá-las todas. Eu não tenho essa luz que tu tens.
- A tua luz pode não mostrar todas as estrelas, mas acende os corações das pessoas, de tanta ternura que te sai do olhar. E isso é luz maravilhosa também!
Debruçada na janela, a menina mantinha conversa com a Lua, numa noite linda de luar, com milhões de estrelas a assistir do céu. E continuaram…
-Sabes?, quando eu for grande quero ser cantora e cantarei para ti e para as estrelas, daqui deste lugar.
-Que bom! Quer eu, quer as estrelas, vamos adorar ouvir-te cantar. Não duvido que irás ser uma belíssima cantora e encantarás quem te ouvir.
-Eu até já canto alguma coisa, mas só o faço em casa perante os meus pais. Ainda é cedo para cantar para ti, para as estrelas e para as pessoas ouvir, ficaria incomodada e mesmo um pouquinho envergonhada.
-Pois, vejo que és uma perfeccionista e por isso só cantarás para todos quando estiveres completamente segura de que o farás muito bem. Isso é prudência e a prudência também é sinónimo de inteligência. Mas, mesmo assim, nunca deixes a prudência dominar completamente a tua coragem e determinação.
-Sim, deve ser por isso que ainda não comecei a cantar, a não ser em casa para os pais. Mas também não vou esperar muito mais tempo, afinal sempre fui corajosa e determinada; quando quero uma coisa, procuro-a e tudo faço até a conseguir encontrar. Sou assim desde muito pequenina. Um dia perdi a chupeta e não descansei enquanto não a encontrei. Depois de a ter na mão resolvi não mais a usar, pois estava a deixa-me os dentinhos tortos. Mas tinha que a encontrar, para a guardar como recordação e não ser vencida pelo desânimo.
-Estou fascinada a ouvir-te, Lua. És mesmo uma menina muito especial! Mas diz-me, voltando ao início da nossa conversa: por que achas que és parecida comigo e do que gostas que eu gosto igual?!
-Ah, estás um pouquinha distraída, Lua! Não vês que ambas temos a cara um pouco redondinha, nem uma só pintinha no rosto e ambas gostamos deixar as pessoas enternecidos antes de adormecerem, já que nem sempre durante o dia isso lhes é possível. Coisas da vida!… Não tenho razão?
-Claro que tens razão, menina Lua - como eu!...

 

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