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POEMAS E RECADOS

poemas e textos editados e inéditos de JOÃO LUÍS DIAS

POEMAS E RECADOS

poemas e textos editados e inéditos de JOÃO LUÍS DIAS

PARA QUÊ REGAR OS GIRASSÓIS?

 

Se num lado da terra o sol aquece e queima e no outro a chuva cai e inunda,
dizemos: é culpa das alterações climáticas.
E tudo fica dito, resolvido e arrumado.
Para quê, então, dois baldes, se o mesmo serve para apagar num lado e escoar no outro?
Se à noite obrigamos o corpo ao sono e pela manhã o castigamos, se nos obriga o ofício,
dizemos: a vida e o “stress” são os culpados destas trocas de vontades do sono.
E ficamos conformados, porque a indústria farmacêutica tem a solução; como se uma bola de naftalina para disfarçar o cheiro a mofo que se nos pousou.
Dificilmente a culpa é nossa. Dificilmente a solução parte de nós.
Há sempre alguém melhor e pior que nós (o pior que aguente, o melhor que faça). E é aqui que os pontos de desencontram. E quando, por mera sorte, se encontram, lá estamos nós para aplaudir, sem sabermos se culpados ou donos da culpa.
Se há flores de todas as cores, de todos os cheiros, em todas as estações, mesmo sem que algum dia tenhamos plantado alguma, para quê regar os girassóis, se eles não se queixam?...

 

 

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