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POEMAS E RECADOS

poemas e textos editados e inéditos de JOÃO LUÍS DIAS

POEMAS E RECADOS

poemas e textos editados e inéditos de JOÃO LUÍS DIAS

A PROPÓSITO, QUE SAUDADE DO CINEMA MUDO!

 

Cara Margarida... Margarida... Ah!, foda-se, esqueci-me do resto do nome da mulher! Que merda, como me fui esquecer do nome duma famosa dançarina que sai muito nas revistas, daquelas que se amontoam nas salas de espera dos dentistas e cabeleireiros. Não importa, esqueci, está esquecido, prontos!
Olhe, minha rica senhora, vi a sua entrevista à televisão e acho que esteve muito bem antes de começar a falar e depois, quando se calou. Gostei muito da sua camisola cor de vinho e das argolas que tinha nas orelhas. Só um reparo: as pontas dos seus cabelos estão um pouquinho espigadas, acho eu! Ou será da minha vista?!
Volte sempre, mas mande avisar, para eu me por ao fresco e bem longe da televisão que a entrevistar.
Passe bem, ou passe como quiser…


JLD



Chegou-me agora a informação que esta senhora, com ar de burguesa sabuja, adornada de lantejoilas finas, afinal escreve, e convenceu-se que escreve bem. Por isso arroga-se a arrotar postas de pescada, como se intelectual reacionária e intendida destas coisas, somenos, de dificuldades dos que as têm realmente. Esta escritora, que tive o prazer de nunca lhe ler uma letra que fosse, pode ter tudo do bom e do melhor, mas não tem uma coisa maior: respeito e solidariedade por quem a merece. Ora, portanto, só lhe quero desejar dores de barrigas, leves, mas muitas vezes, para pagar muitas taxas moderadoras nos hospitais e contribuir, assim, para os cofres do estado, parcos de capital.